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Japão busca sobreviventes entre casas destruídas por tremores

Segundo as autoridades, ao menos 41 pessoas morreram e milhares ficaram feridas nos sismos de quinta-feira e sábado

O Estado de S. Paulo

17 Abril 2016 | 19h23

TÓQUIO - Equipes de resgate japonesas vasculhavam neste domingo, 17, os destroços de construções que desabaram por uma série de terremotos no sul do Japão conforme se esgotava o tempo para encontrar sobreviventes.

Ao menos 41 pessoas morreram e milhares ficaram feridas em dois potentes terremotos e tremores secundários que abalaram na quinta-feira e no sábado o sul do Japão, os maiores desde o sismo que provocou o tsunami de 2011.

Um tremor de 7,3 foi sentido na manhã de sábado, matando pelo menos 32 pessoas e causando amplos danos a casas, estradas e pontes. Pelo menos uma rodovia se partiu em dois.

Este segundo terremoto deixou ao menos 2 mil feridos, segundo o governo japonês, que destacou um contingente de 15 mil soldados das Forças de Autodefesa para trabalhos de resgate que poderia ser ampliado para 20 mil. 

No vilarejo de Minamiaso, 11 pessoas estavam “fora de contato”, disse a emissora NHK. Equipes de resgate recuperaram dez estudantes de um apartamento universitário derrubado na mesma área no sábado. “Em Minamiaso, onde se concentram os danos, pode haver pessoas presas sob construções que ruíram, então nossa atenção e os esforços de busca e resgate têm essa área como foco”, disse a jornalistas Yoshihide Suga, secretário-chefe do gabinete.

Um primeiro terremoto de 7 graus ocorrido na quinta-feira na mesma região já tinha deixado 10 mortos, 1.126 feridos em 13 municípios – dos quais 171 em estado grave.

Cerca de 69 mil pessoas em toda a região tiveram de deixar suas casas e ao redor de 200 mil residências ficaram sem energia elétrica e gás em Kumamoto, onde foram cancelados os voos e viagens do trem-bala. Na quinta-feira, o governo emitiu um alerta de tsunami, mas o cancelou pouco depois.

A região de Kunamoto é um importante centro industrial. A Toyota disse que vai suspender a produção em fábricas ao longo de todo o Japão após os terremotos obstruírem sua cadeia de produção.

A gigante dos eletrônicos Sony informou que os trabalhos em sua fábrica de sensores de imagem em Katsumoto continuarão suspensos. Um dos principais clientes da companhia é a Apple.

A Honda também disse que a produção em sua fábrica de motocicletas no sul do Japão continuará suspensa até sexta-feira.

O vulcão do Monte Aso, próximo ao epicentro do terremoto de sábado, entrou em erupção, mas sem provocar danos, deixando apenas uma nuvem de fumaça e cinza a seu redor.

A empresa que administra a usina nuclear de Sendai a cerca de 120 quilômetros ao sul do epicentro e a única atualmente operacional no país, informou que a unidade continua funcionando sem problemas. 

Nas horas posteriores ao terremoto principal foram detectadas 69 réplicas de 3 graus ou mais em Kumamoto e Oita, segundo a JMA, que alertou da possibilidade de que ocorram novos tremores, até mesmo alguns de alta intensidade. 

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, cancelou a viagem que tinha previsto para a região castigada pelo terremoto para visitar alguns dos afetados. / EFE e Reuters

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