Japão celebra fim da 2ª Guerra, mas é alvo de protestos

As tensões regionais na Ásia se intensificaram nesta quarta-feira. O Japão celebra o fim da Segunda Guerra Mundial, mas ativistas da China e da Coreia do Sul usaram a ocasião para fazer pressão sobre a posse de algumas ilhas controladas pelo Japão, mas reivindicadas por China e Taiwan. A polícia japonesa prendeu os 14 ativistas que partiram de Hong Kong em direção às ilhas.

AE, Agência Estado

15 de agosto de 2012 | 11h01

Cinco dos detidos nadaram para as ilhas, chamadas de Senkaku pelo Japão e de Diaoyu pelos chineses. "Nós queremos que o mundo saiba que este é - como mostra a história - um território da China e que como chineses nós podemos pescar e visitar a região", disse David Ko, porta-voz dos ativistas, em entrevista telefônica, a partir de Hong Kong. "Os japoneses não têm o direito de nos deter."

Também nesta quarta-feira, um grupo de sul-coreanos chegou a um outro grupo de ilhas, controladas pela Coreia do Sul, como uma forma de minimizar a reivindicação japonesa sobre o território.

O aniversário da rendição japonesa em 1945 é uma questão emocional na Ásia porque relembra longas disputas territoriais e trás à tona lembranças da brutal ocupação colonial japonesa de vários países vizinhos, encerradas perto do final da guerra.

Embora o Japão rotineiramente peça desculpas por suas ações durante a guerra, seus políticos geralmente irritam países vizinhos ao visitar o templo Shrine, um memorial aos mortos durante a guerra, dentre os quais estão importantes criminosos de guerra. Dezenas de deputados japoneses visitaram o templo nesta quarta-feira, dentre eles dois ministros.

Numa cerimônia solene realizada em Tóquio, o primeiro-ministro Yoshihiko Noda pediu desculpas às vítimas das atrocidades japonesas, lamentou as mortes e renovou a promessa do Japão de renunciar à guerra.

"Nós causamos danos e dores enormes a muitos países, particularmente ao povo da Ásia, durante a guerra. Lamentamos profundamente os que foram sacrificados e seus parentes", disse Noda. "Não repetiremos o mesmo erro." As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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