Japão considera China e Coréia do Norte ameaças potenciais

A nova doutrina de defesa aprovada hoje pelo governo japonês, estabelece como prioridades a luta contra o terrorismo, o fortalecimento da aliança do país com os Estados Unidos e a necessidade de uma maior participação das Forças de Autodefesa nas "atividades de paz internacionais". Uma das novidades apontadas no novo planejamento de defesa do Japão é a consideração da China e da Coréia do Norte como potenciais ameaças."A China, que tem uma significativa influência na segurança da região, está melhorando sua capacidade nuclear e seus sistemas de mísseis, modernizando sua Marinha e suas forças aéreas", indica o documento, que pede especial atenção aos movimentos navais de Pequim nos mares próximos ao Japão. Uma clara alusão à incursão "acidental", em novembro passado, de um submarino nuclear chinês em águas territoriais japonesas, que ativou o alerta vermelho das forças armadas do Japão. Em relação à Coréia do Norte, a nova doutrina militar classifica este país como "um significativo fator de desestabilização da segurança regional e um sério problema para os esforços a favor da não-proliferação (de armas de destruição em massa) global". Em comunicado sobre a nova doutrina de defesa, o ministro porta-voz do governo, Hiroyuki Hosoda, anunciou o levantamento de uma série de proibições à exportação de armas desde o Japão, com o fim de permitir o envio aos EUA de componentes eletrônicos de última geração destinados ao desenvolvimento de um sistema de defesa antimísseis. Os países vizinhos do Japão já manifestaram preocupação de que esse escudo defensivo possa detonar uma corrida armamentista na região.

Agencia Estado,

10 de dezembro de 2004 | 05h22

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