Japão considera restringir ainda mais caça a baleias, diz mídia

O Japão considera cancelar a caça a baleias no noroeste do oceano Pacífico a poucos dias da data marcada para a saída dos barcos, informou a mídia nesta quinta-feira, enquanto o governo luta para responder à decisão de uma corte internacional contra a principal caçada japonesa a baleias.

ELAINE LIES, Reuters

17 de abril de 2014 | 12h18

Em um golpe contra o polêmico programa "baleeiro científico", que completa uma década, a Corte de Justiça Internacional (CJI) ordenou em março a interrupção das caçadas anuais, levando o Japão a cancelar a caça de 2014-15 na Antártida, o pilar do programa, enquanto alega se adequar à decisão.

O veredicto não fez menções específicas a outras caçadas a baleias promovidas pelo Japão, uma de menor escala perto de sua costa e outra ao longo de uma larga faixa no noroeste do Pacífico, durante a primavera e verão, com uma cota em torno de 400 baleias.

Mas o governo japonês, encurralado entre exigências de parlamentares a favor da caça a baleias e as pressões internacionais de aliados como os Estados Unidos, considera também cancelar a caçada no Pacífico, noticiou o diário Yomiuri Shimbu.

Mas o secretário-chefe de gabinete, Yoshihide Suga, disse em uma coletiva de imprensa que nada foi decidido.

"Todos os aspectos estão sendo considerados enquanto o governo estuda a decisão judicial e decide como irá responder", acrescentou Suga, que antes nesse semana afirmou que uma decisão sobre o programa baleeiro deveria ser tomada em breve.

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