Franck Robichon/EFE
Franck Robichon/EFE

Japão continua com esforços para libertar refém do Estado Islâmico

Em mensagem divulgada no sábado, Kenji Goto disse que demanda mudou para libertação de extremista; Jordânia estuda o caso

O Estado de S. Paulo

26 de janeiro de 2015 | 08h34

TÓQUIO - O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, disse nesta segunda-feira, 26, que fará "o possível" para alcançar uma colaboração internacional e conseguir a libertação do jornalista japonês que permanece refém do grupo jihadista Estado Islâmico (EI). "Empregaremos todos os meio possíveis e buscaremos a cooperação de outros países", afirmou Abe durante uma reunião do Partido Liberal Democrata, segundo a agência japonesa Kyodo.

Em um áudio supostamente divulgado no sábado pelo EI, o refém japonês Kenji Goto afirma que seu companheiro de cativeiro, o também japonês Haruna Yukawa, foi executado pelos jihadistas.

O governo japonês continua analisando a autenticidade do áudio e da foto, embora considere que "há muitas possibilidades" de que tanto o áudio como a fotografia sejam reais, disse nesta segunda-feira um porta-voz do governo, Yoshihide Suga.

A gravação estava acompanhada de uma imagem de Goto segurando uma foto de Yukawa, que teria sido degolado. Na mensagem de áudio, o refém explica que não é mais necessário o pagamento do resgate inicialmente solicitado para salvar sua vida, porque agora o EI pede a libertação de uma extremista detida na Jordânia.

Goto e Yukata apareceram em um vídeo divulgado na terça-feira passada, no qual um suposto membro do Estado Islâmico deu um prazo de 72 horas para o governo do Japão pagar US$ 200 milhões e evitar a execução de ambos os reféns.

Além disso, o governo japonês continua seus contatos com vários países do Oriente Médio, entre eles a Jordânia, para obter ajuda na crise dos reféns, segundo confirmou Suga.

O governo criou um grupo de trabalho para coordenar a missão na capital da Jordânia, país que também se viu afetado pela última demanda do grupo jihadista de libertar a extremista Al-Rishawi.

A prisioneira, de nacionalidade iraquiana, está detida na Jordânia após ser condenada à morte por um tribunal por tentar realizar um ataque suicida contra um hotel em Amã, em 2005, que não chegou a ser efetuado pois o cinto de explosivos que levava no seu corpo falhou.

A Jordânia "medita de maneira cuidadosa" o pedido do EI de trocar os prisioneiros, segundo revelou para a emissora japonesa NHK uma fonte próxima ao governo de Amã. / EFE

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