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Japão contraria China e vai a entrega de Nobel da Paz

Iniciativa pode provocar mais tensões na relação entre os dois países; chinês laureado está preso

Agência Estado

17 de novembro de 2010 | 11h53

TÓQUIO - O embaixador japonês na Noruega comparecerá à cerimônia de entrega do prêmio Nobel da Paz de 2010 para o dissidente chinês Liu Xiaobo, segundo informou nesta quarta-feira, 17, a embaixada. A iniciativa pode provocar mais um capítulo nas recentes tensões entre China e Japão.

 

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A China afirma que a escolha de Liu para o prêmio é uma interferência em seus assuntos internos e pressiona outros países para que não compareçam à cerimônia, incluindo o Japão. Liu está cumprindo uma pena de 11 anos por subversão, após assinar um documento pedindo reformas políticas na China. Ele era um líder estudantil durante os protestos na Praça da Paz Celestial em Pequim, em 1989, duramente reprimidos pelo regime chinês.

 

A decisão do governo japonês de enviar o embaixador pode piorar as tensões entre as duas potências asiáticas. As relações pioraram desde que um barco pesqueiro chinês colidiu com barcos de patrulha japoneses, perto das ilhas que são alvo de disputa marítima entre os dois países, no Mar da China Oriental.

 

A decisão de dar o prêmio ao dissidente causou um atrito diplomático entre Noruega e China. O país europeu, porém, nota que o governo não está envolvido na seleção do vencedor. Mais cedo neste mês, o Ministério das Relações Exteriores da França informou que seu embaixador comparecerá ao evento.

 

Outros governos europeus parecem inclinados a fazer o mesmo, apesar da pressão chinesa. O próprio Liu, porém, não será libertado para receber a premiação. As informações são da Associated Press.

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