Japão debate reforma na lei de sucessão imperial

Cerca de 55% dos japoneses participantes de uma pesquisa sobre a lei de sucessão imperial se opõem a uma reforma dessa regra que impede as mulheres de serem monarcas no Japão.Segundo o diário "Mainichi", 39% dos 1.115 consultados apóia a revisão da lei durante as atuais deliberações parlamentares que terminam em junho. Ao serem perguntados sobre a necessidade de revisar a lei em caso de, em setembro, próximo a princesa Kiko ter um filho homem, 52% se mostrou a favor e 41% contra. Kiko é esposa do irmão menor do príncipe herdeiro.O esposo de Kiko, o príncipe Akishino, é o segundo na linha de sucessão, que só admite homens no Trono de Crisântemo. Se for homem, o novo membro da família será o futuro imperador.A pesquisa revelou ainda que 78% dos participantes apóia uma imperatriz reinante, apesar de que, após o anúncio da gravidez de Kiko, na segunda-feira passada, o primeiro ministro Junichiro Koizumi decidiu arquivar a proposta de reforma.A proposta abriria a porta para que a princesa Aiko, de quatro anos, filha única do príncipe herdeiro Naruhito e da princesa Masako, se converta na primeira imperatriz reinante do Japão desde o século XVIII.

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