Japão decide retirar navios de missão de apoio no Afeganistão

O Japão determinou na quinta-feira aretirada de seus navios de uma missão de reabastecimento emapoio às operações dos Estados Unidos no Afeganistão, já que umimpasse político impede o governo de cumprir os prazos para aprorrogação das atividades. O primeiro-ministro Yasuo Fukuda sofre pressão por um ladode Washington, que pressiona seus aliados japoneses a aprovaremuma lei que autorize a Marinha do país a continuar adistribuição gratuita de combustível para navios dos EUA e deoutros que patrulham o oceano Índico. Por outro lado, aoposição interna vem ganhando força e deve obstruir a votaçãodo projeto. O Pentágono disse nesta semana que a eventual retirada dosnavios japoneses não afetaria as patrulhas contranarcotraficantes, vendedores de armas e terroristas no Índico. Mas o embaixador dos EUA no Japão, Thomas Schieffer, quefaz lobby pela permanência japonesa na missão, disse que asuspensão japonesa seria um sinal terrível para a comunidadeinternacional e os terroristas. "O Japão deve aderir novamente à equipe internacional paralutar contra o terrorismo assim que possível, aprovando a novalegislação", disse o chefe de gabinete do governo, NobutakaMachimura, durante debate de uma comissão parlamentar. A missão naval, que certamente será suspensa pelo menosdurante alguns meses, vai estar na pauta da visita dosecretário da Defesa dos EUA, Robert Gates, ao Japão na semanaque vem, e também na provável cúpula de 16 de novembro emWashington entre Fukuda e o presidente George W. Bush. "Faremos o máximo esforço para aprovar a nova legislaçãoprontamente, para que possamos retomar a atividade dereabastecimento assim que possível", disse Fukuda em nota. O ministro da Defesa japonês, Shigeru Ishiba, determinouque o navio de abastecimento Tokiwa e o destróier que oacompanha voltassem para o Japão depois de fazer o últimoreabastecimento sob a lei em vigor, na segunda-feira. A leiexpira à meia-noite de quinta-feira (13h, horário deBrasília).

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