Japão deve atuar para conter alta do iene, diz jornal

O Japão pode intervir no mercado cambial por conta própria, se o iene continuar em alta depois de atingir o recorde de 75,95 ienes em relação ao dólar no fim da última semana, informou o jornal Nikkei na edição de segunda-feira.

GABRIELA MELLO, Agência Estado

21 de agosto de 2011 | 15h37

"Nós tomaremos uma decisão após olhar para o mercado no começo da semana", informou neste domingo uma autoridade do Ministério de Finanças do país, ao ser questionada sobre a possibilidade de uma intervenção por meio da venda de ienes, sugerindo que o Japão pode agir mesmo se uma medida coordenada com outras nações não for possível.

O governo e o Banco do Japão afirmam que as preocupações sobre as economias e as dívidas dos Estados Unidos e da Europa são fatores que impulsionam o iene. Eles repetidas vezes disseram às autoridades monetárias de outros países que as atuais taxas cambiais não refletem os fundamentos econômicos do Japão, que foi devastado por desastres naturais seguidos de uma crise nuclear em março.

Autoridades japonesas disseram a seus equivalentes no exterior que especuladores estão elevando o iene, sinalizando que o Japão intervirá unilateralmente, se tais operações especulativas aumentarem. As repercussões de uma rápida apreciação do iene na economia japonesa e nos mercados acionários estão entre as questões que o governo japonês avaliará ao decidir sobre uma possível intervenção. A última vez que o Japão interveio no câmbio por conta própria foi em 4 de agosto.

O banco central japonês estudará medidas adicionais de afrouxamento monetário, em linha com a intervenção do governo no câmbio e outras iniciativas para conter o impacto da firmeza do iene, centrando em taxas de juro baixas em empréstimos para pequenas e médias empresas. As informações são da Dow Jones.

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