Japão deve aumentar gastos com defesa por disputa de ilhas, diz mídia

O Japão deve aumentar os gastos com defesa pela primeira vez em 11 anos, segundo relatos da imprensa neste sábado, à medida que o recém-eleito primeiro-ministro Shinzo Abe promete uma resposta mais dura à uma disputa territorial com a China por ilhas desabitadas.

STANLEY WHITE, Reuters

05 de janeiro de 2013 | 10h46

O governo japonês está considerando aumentar seus gastos com segurança em cerca de dois por cento, para mais de 4,7 trilhões de ienes (53,4 bilhões de dólares) no ano fiscal que começa em abril, informou o jornal Mainichi, que não citou a fonte da informação.

Os gastos extras seriam usados para aumentar o pessoal das forças de defesa e para atualizar os equipamentos das forças terrestres, aéreas e marítimas, também informou o jornal Asahi, no sábado. Esse jornal também não citou suas fontes.

O ministério da Defesa do Japão enviou jatos de combate F-15 diversas vezes nas últimas semanas para interceptar aviões de vigilância da Marinha chinesa, que se aproximaram das ilhas em disputa perto de Taiwan. As ilhas são conhecidas como Sekaku em japonês e Diaoyu, em chinês.

O governo japonês administra as ilhas e comprou três delas de um proprietário particular em setembro do ano passado, provocando violentos protestos antijaponeses na China.

Pequim também afirma que as ilhas fazem parte do território chinês.

Há um foco de atenção renovado sobre se as relações entre China e Japão vão melhorar depois que os eleitores levaram o conservador Partido Liberal Democrático, de Abe, de volta ao poder, no mês passado, depois de três anos na oposição.

Abe tem dito repetidamente que não há espaço para negociação em relação às ilhas e disse que aumentará os gastos de defesa para combater o crescente poder militar da China.

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