Japão deve se responsabilizar por escravas sexuais, diz China

O Japão precisa se responsabilizar pelo fato de ter obrigado mulheres a se transformarem em prostitutas dos militares japoneses durante a Segunda Guerra Mundial, afirmou nesta terça-feira, 6, o ministro das Relações Exteriores da China, Li Zhaoxing. O governo chinês, no entanto, disse ter esperança de que melhore a relação entre os dois países. "O uso das chamadas ´mulheres de conforto´ foi um dos crimes mais sérios cometidos pelos imperialistas japoneses durante a Segunda Guerra Mundial", disse Li em uma entrevista coletiva concedida durante o encontro anual do Parlamento chinês. A expressão mulheres de conforto é um eufemismo para designar as escravas sexuais do tempo da guerra. "Acho que o governo japonês deveria reconhecer os fatos históricos e deveria aceitar a responsabilidade de encarar honesta e apropriadamente esse problema", afirmou o chanceler. Na semana passada, o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, deixou alguns de seus vizinhos asiáticos furiosos ao argumentar não haver provas confirmando que o país tivesse obrigado mulheres a servirem como escravas sexuais dos militares japoneses. Historiadores estimam que até 200 mil "mulheres de conforto" foram obrigadas a ficar nos bordéis do Exército Imperial Japonês. A maior parte delas veio da Coréia, mas também havia mulheres da China, das Filipinas, da Tailândia, do Vietnã, da Malásia e da Indonésia.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.