Japão diz a Obama que aumentará capacidade de defesa

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, disse ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que vai impulsionar a capacidade de defesa japonesa em resposta às crescentes tensões na Ásia oriental. A ação pode aliviar a pressão sobre os norte-americanos, em um momento de cortes no orçamento de defesa do país.

AE, Agência Estado

23 de fevereiro de 2013 | 11h25

Na primeira reunião entre os dois líderes desde que Abe voltou ao poder em dezembro, eles concordaram em agir convictamente contra a Coreia do Norte, na medida em que o país continua a desenvolver seu programa nuclear. Abe pediu sanções adicionais aos norte-coreanos e prometeu cooperar com os EUA e a Coreia do Sul.

O premiê japonês afirmou que ele e Obama concordaram que a aliança de segurança entre o Japão e os EUA está melhorando após um período de desafios nos últimos três anos, quando seu Partido Conservador era oposição no Japão. "Essa aliança é a fundação central para a nossa segurança", disse Obama, após se reunir com Abe na Casa Branca.

Também foram discutidas as recentes tensões entre China e Japão em relação a um grupo de ilhas inabitadas no Mar da China, uma questão que tem preocupado as autoridades norte-americanas. "Eu disse a Obama que o Japão pretende sempre responder calmamente e é isso que temos feito até agora", disse Abe. "Concordamos que a aliança entre Japão e EUA tem contribuído para a estabilidade da região." As informações são da Dow Jones.

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