Japão e Coréia retomam diálogo em fevereiro

Japão e Coréia do Norte retomarão em 4 de fevereiro as conversações para tentar normalizar suas relações diplomáticas e resolver várias questões, anunciou o ministro de Exteriores japonês, Taro Aso. O encontro será realizado em Pequim e deve durar quatro ou cinco dias, indicou Aso.Além da normalização das relações, as delegações de ambos os países retomarão as complicadas questões dos cidadãos japoneses seqüestrados pelo regime de Pyongyang nas décadas de 1970 e 1980, e a tensão provocada pelo programa de armas nucleares norte-coreano.Aso espera que as negociações comecem e finalizem com reuniões plenárias, depois que nos dias centrais os três principais assuntos forem tratados separadamente.Em 25 de dezembro, representantes da Coréia do Norte e do Japão chegaram a um acordo em Pequim para mudar o formato das negociações e realizá-las em três marcos, a fim de tratar dos temas mais delicados separadamente e em sessões paralelas.O ministro de Exteriores japonês espera um progresso "substancial", sobretudo na questão dos seqüestros, uma das que provoca mais mal-estar no Japão.As conversas bilaterais entre Tóquio e Pyongyang foram interrompidas em outubro de 2002, com a notícia de que o regime norte-coreano havia retomado um programa de pesquisa nuclear destinado a fabricar armas atômicas.O Japão participa, junto com Coréia do Sul, China, Rússia e Estados Unidos, das conversações com a Coréia do Norte, iniciadas em agosto de 2003, para tentar convencer o regime de Pyongyang a desistir esse programa nuclear.Apesar das dificuldades em torno do diálogo nuclear, Tóquio considera que o tema mais difícil nestas próximas conversas de Pequim é o do seqüestro de cidadãos japoneses pela Coréia do Norte, para transformá-los em professores do idioma japonês de espiões desse país.O Japão insiste em receber notícias confiáveis sobre o paradeiro destes cidadãos. O regime comunista, ou diz não ter notícia alguma, ou que morreram há tempos.Tóquio tem ameaçado em várias ocasiões impor sanções econômicas à Coréia do Norte, por sua negativa em oferecer informação que possam ser confirmadas sobre os seqüestrados.

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