Japão e EUA discutirão base militar americana em Okinawa

Governo japonês revisa acordo de 2006 e quer substituir base por outra em região litorânea e menos povoada

Agência Estado,

16 Novembro 2009 | 13h29

O Japão e os EUA manterão conversas, na terça-feira, 17, para buscar resolver as divergências bilaterais sobre a realocação da base militar americana na ilha de Okinawa, informou o Ministério das Relações Exteriores.

 

O Japão será representado no encontro pelo ministro das Relações Exteriores, Katsuya Okada, pelo ministro da Defesa, Toshimi Katazawa, e seus vices, informou o ministério em comunicado. Pelos EUA, estarão presentes o embaixador John Roos, Wallace Gregson, que é secretário-assistente de Defesa para temas de segurança na Ásia e no Pacífico, e outros funcionários americanos. No centro do debate está a base em Futenma, que tem inibido o desenvolvimento urbano na ilha do sul do país.

 

O governo japonês assumiu há dois meses, e o primeiro-ministro Yukio Hatoyama causou inquietação em Washington ao afirmar que revisava um acordo de 2006 para fechar a base e construir outra, em uma área menos povoada, mas muito bela e perto do mar.

 

Muitos moradores da ilha querem que a base seja realocada fora do município. Hatoyama disse que a base pode ser levada para fora de ilha, ou mesmo do país, para diminuir o impacto causado em Okinawa, onde já vivem mais da metade dos 47 mil militares americanos sediados no Japão.

 

O tema da base prosseguiu sem avanços, quando Barack Obama visitou Tóquio na semana passada como parte de seu giro pela Ásia. Após o encontro com Hatoyama, na sexta-feira, Obama disse que esperava resolver rápido o problema, além de enfatizar a importância da sólida relação entre EUA e Japão.

Mais conteúdo sobre:
Japão EUA Okinawa bases militares

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.