Japão e EUA fecham acordo sobre troca de segredos militares

Acordo é assinado pelos dois países após crítica da oposição japonesa à ofensiva militar dos EUA no Afeganistão

REUTERS

10 de agosto de 2007 | 10h16

Japão e Estados Unidos selaram nasexta-feira um acordo sobre segredos militares, dando umademonstração de solidariedade dias depois de um influente líderda oposição japonesa criticar os EUA por pedirem apoio noAfeganistão. Sorridente, o chanceler Taro Aso cumprimentou o embaixadornorte-americano Thomas Schieffer na sede do ministério, emTóquio, antes que eles assinassem o acordo e trocassem cópias. Autoridades japonesas dizem que o tratado facilitará atroca de informações sigilosas. Os dois países já cooperam na pesquisa e desenvolvimento deum novo escudo antimísseis que começou a ser criado no Japão earredores -- um projeto que resulta dos temores de Tóquio emrelação aos testes de mísseis da Coréia do Norte. Os EUA pressionam o Japão desde 2005 a assinar o AcordoGeral de Segurança da Informação Militar, que estabelece regraspara o tratamento de dados confidenciais de defesa que sejamcompartilhados por ambos os governos. "Este é um grande dia para o Japão, para os EUA e para mimpessoalmente", disse Schieffer a Aso depois da assinatura,lembrando que o acordo foi proposto inicialmente há 20 anos, eque Washington agora já firmou 65 dessas parcerias. A demora na conclusão do acordo pode ter sido provocada emparte devido a preocupações pacifistas do Japão em dar poderdemais aos militares, disse neste ano um funcionário da Agênciade Defesa. Um escândalo surgiu quando se descobriu que oficiais daMarinha japonesa haviam permitido o vazamento de informaçõessobre sistemas antimísseis e de radares. Tóquio então prometeumelhorar o controle sobre dados militares. Há dois dias, Schieffer visitou o principal líder deoposição no Japão, Ichiro Ozawa, para defender a propostanorte-americana de que o Japão prorrogue as missões dereabastecimento aéreo no oceano Índico, que contribuem com aoperação militar dos EUA no Afeganistão. Diante da imprensa, opedido de Schieffer foi rejeitado por Ozawa. A oposição venceu as eleições de 29 de julho para o Senadoe agora pode obstruir a aprovação de uma lei que prorroga asmissões no Índico. Caso não haja renovação, o programa expiraem novembro. (Reportagem de Isabel Reynolds)

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