Japão elege 121 senadores neste domingo

Os japoneses elegerão amanhã 121 senadores - quase a metade do Senado de 247 cadeiras - numa votação que se converteu em julgamento popular do primeiro-ministro Junichiro Koizumi, do Partido Liberal Democrático (PLD), há três meses na chefia do governo. Koizumi é o presidente do PLD, que nas eleições internas de abril desbancou a maior parte dos líderes mais tradicionais do partido. Pelas últimas pesquisas, a bancada liberal democrata deve crescer 7%, o que significa uma votação popular de 38% - muito acima dos 10% que devem obter o Partido Democrata (PD), principal grupo da oposição. Koizumi é o primeiro-ministro do PLD que alcançou os maiores índices de popularidade desde a formação do partido. As últimas pesquisas indicam taxas de aprovação que beiram os 80%. Mas, paradoxalmente, isso pode atrapalhar seus planos de governo. Há o temor de que um grande apoio popular ao PLD amplie o poder dos contra-reformistas no interior do partido e bloqueie assim o projeto de Koizumi. O primeiro-ministro assumiu o poder há quatro meses, em conseqüência da renúncia de seu antecessor, Yoshiro Mori, também do PLD, que estava desacreditado politicamente. No último dia de campanha, Koizumi fez hoje em Sapporo, norte do país, um apelo aos eleitores para que votem nos candidatos que apóiam sua luta por reformas econômicas profundas, ainda que isso sacrifique a unidade de seu próprio partido. "Não permitirei aos políticos do PLD que digam, depois das eleições, que já não precisam de Koizumi. Precisamos ter em mente a necessidade de implementar as reformas", ressaltou o primeiro-ministro, referindo-se ao dilema que se apresenta nestas eleições. As promessas de reforma do primeiro-ministro, no entanto, ainda não passaram de compromissos vagos reforçar a estrutura econômico-financeira do país em lugar de injetar dinheiro em empresas para sanar problemas de liquidez momentâneos - como têm feito sucessivos governos japoneses durante a crise econômica, especialmente no setor da construção civil. Essa linha genérica de atuação macroeconômica tem o apoio da maior parte dos líderes empresariais japoneses. As informações são Associated Press.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.