Kyodo/ via REUTERS
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Forte terremoto no noroeste do Japão provoca pequeno tsunami e deixa 21 feridos

Estimativa era tsunami de um metro e meio após tremor de 6,4 graus de magnitude, mas alerta foi suspenso

Redação, O Estado de S.Paulo

18 de junho de 2019 | 13h03

TÓQUIO - Pelo menos 21 pessoas ficaram feridas, uma delas com gravidade, devido a um pequeno tsunami registrado na noite desta terça-feira, 18, no noroeste do Japão.

A magnitude do tremor ocorrido às 22h22 locais (10h22 em Brasília) foi de 6,4, conforme o Instituto de Geofísica americano (USGS). Já segundo a Agência Nacional de Meteorologia japonesa, que utiliza um método diferente, o terremoto chegou a 6,7.

Esperava-se um tsunami de um metro em uma parte da costa noroeste da ilha de Honshu (a principal do arquipélago), nas cidades de Yamagata, Niigata e Ishikawa. A agência constatou um pequeno tsunami em pelo menos cinco pontos um pouco mais tarde, mas suspendeu o alerta à 1h local de quarta-feira (13h de terça, em Brasília).

As autoridades recomendaram à população que se mantivesse afastada do litoral, por precaução. Cerca de 600 pessoas buscaram abrigo em prédios públicos da localidade de Murakami, em Niigata, a mais afetada.

"Abalos muito fortes foram sentidos", informou a rede pública NHK, que imediatamente interrompeu sua programação para divulgar informações sobre o terremoto sentido em grande parte de Honshu, inclusive em Tóquio.

O ministro porta-voz do governo japonês, Yoshihide Suga, deu uma entrevista coletiva para informar dos efeitos do tremor, que foi sentido com força na metade norte do país. Suga disse que ainda estão avaliando as informações sobre eventuais vítimas e acrescentou que as usinas nucleares da região afetada, nas províncias de Niigata e Yamagata, não registraram fatos anormais no seu funcionamento.

Todos os japoneses ainda se recordam do terrível tsunami de 11 de março de 2011 que, depois de um terremoto de magnitude 9, deixou 18.500 mortos e provocou o acidente nuclear de Fukushima.

O Japão está situado sobre a interseção de quatro placas tectônicas e, todos os anos, é alvo de cerca de 20% dos sismos mais violentos registrados no mundo. / AFP e EFE

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