Japão: empregados das bases militares dos EUA entram em greve

Paralisação é contra a proposta governamental de reduzir benefícios trabalhistas da categoria

Efe,

21 de novembro de 2007 | 03h04

Os trabalhadores japoneses empregados nas bases militares americanas no Japão iniciaram nesta quarta-feira, 21, sua primeira greve em 16 anos, protestando contra a proposta governamental de reduzir seus benefícios trabalhistas, informou a agência Kyodo. O corte anunciado inclui a diminuição das despesas de pessoal e outros custos operacionais das bases, pagos pelo Estado japonês. O governo do Japão acredita que a medida contribui para diminuir a dívida nacional do país. A greve é a primeira promovida pelo sindicato Zenchuro, que conta com 16 mil filiados, desde setembro de 1991. O Ministério da Defesa japonês espera que o impacto tenha poucas repercussões sobre as operações diárias nas bases. O escritório de relações públicas das tropas americanas no Japão evitou fazer qualquer comentário sobre a greve. Mas os EUA se opõem ao corte proposto pelo governo japonês. A greve afeta inclusive a base aérea de Yokota, na província de Okinawa, onde fica o quartel-general dos EUA no Japão, que concentra o grosso das tropas americanas no país. Os trabalhadores em greve realizam trabalhos de limpeza, manutenção e atendem aos restaurantes das bases, segundo o sindicato. "O governo e algumas pessoas dizem que nós, empregados das bases, obtemos muitos benefícios. Mas esperamos que entendam que nossa situação é instável", disse Norio Sakuma, de 52 anos, trabalhador na base de Yokosuka. Após a Segunda Guerra Mundial, os EUA estabeleceram bases militares no Japão, essenciais na sua estratégia de segurança na região Ásia-Pacífico.

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