Japão envia navios para conter piratas somalis

Dois destróieres japoneses partiram neste sábado para se unir à missão internacional antipirataria na costa da Somália. Há o temor de que as tropas possam ser pressionadas a combater, o que para a oposição violaria a Constituição pacifista japonesa.

AE-AP, Agencia Estado

14 de março de 2009 | 15h57

O envio dos navios por cinco meses marca a primeira ação além-mar de policiamento dos militares japoneses. Desde o pós-Segunda Guerra, o país tem em sua Carta a restrição de que somente deve realizar missões defensivas. As missões japonesas do tipo no exterior em grande parte se restringem a reabastecimento, transporte aéreo e outras atividades humanitárias.

Os destróieres Sazanami e Samidare, que levam dois helicópteros para patrulha e dois barcos rápidos, devem chegar a águas somalis no início de abril. Juntos eles levam 400 tripulantes, inclusive comandos especialmente treinados.

"É bem sabido que a pirataria está crescendo no Golfo do Áden", disse o primeiro-ministro Taro Aso. "Nós esperamos que vocês cumpram sua missão e retornem em segurança."

Os parlamentares da oposição japonesa questionaram a iniciativa, argumentando que as embarcações podem entrar em um combate ao proteger os navios estrangeiros. A situação argumenta, porém, que trata-se mais de uma operação de combate ao crime que militar, o que não é proibido pela Constituição.

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