Japão escolhe premiê para tentar sair da crise

Os japoneses podem acordar amanhã sob o governo de um novo premiê - o terceiro só este ano - no episódio mais recente da sequência de reveses políticos, econômicos e diplomáticos que vêm sacudindo o país na última década. Nada menos que 14 primeiros-ministros passaram pelo cargo em 20 anos.

AE, Agência Estado

13 de setembro de 2010 | 07h46

Economicamente estagnados, os japoneses viram no mês passado a China roubar-lhes o segundo lugar entre as maiores economias mundiais. E até mesmo a celebrada opção antinuclear da Constituição nipônica está ameaçada. Cada vez mais, os Estados Unidos insinuam seu interesse em manobrar armas atômicas na base militar que mantêm em Okinawa, sob o discurso de defender a Ásia das ameaças do regime comunista norte-coreano.

O atual premiê japonês, Naoto Kan, de 63 anos - há menos que cem dias no cargo -, enfrenta hoje Ichiro Ozawa, de 68 anos. Pelo sistema parlamentar local, só os membros do Partido Democrático do Japão (PDJ) podem votar. E o nome do escolhido ainda será submetido aos parlamentares da Câmara Baixa, onde o PDJ tem maioria.

O páreo não é nada promissor. De um lado, Ozawa enfrenta acusações de fraude na captação de recursos para sua campanha. De outro, Kan tem contra si o fato de não ter oferecido até agora nenhuma solução satisfatória para os problemas estruturais do Japão. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Tudo o que sabemos sobre:
Japãoeleiçãopremiêcrise

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.