Japão estuda sanções econômicas contra Mianmá

Sanções são uma retaliação a morte do jornalista japonês Kenji Nagai durante protestos

Efe,

01 de outubro de 2007 | 06h21

Japão estuda impor sanções econômicas à Mianmá em retaliação a morte de um jornalista japonês durante a repressão às manifestações pró-democracia no país, anunciou nesta segunda-feira, 1, o ministro-chefe do gabinete, Nobutaka Machimura. Veja também:Quatro jornalistas são presos e outros feridos em MianmáEnviado da ONU estende missão para encontrar chefe da Junta Militar  "O Japão está considerando diferentes medidas, inclusive as mais duras", declarou Machimura. Segundo o ministro, o governo está "fortemente preocupado" com a "democratização de Mianmá" e pela "situação dos direitos humanos" no país. Além disso, segundo a agência de notícias japonesa Kyodo, o ministro anunciou que o Japão fará nova autópsia no corpo do repórter morto, Kenji Nagai, para confirmar se ele efetivamente foi baleado à queima-roupa, como se especula. Nesse caso, a Polícia Nacional do Japão poderia investigar o incidente como um caso de assassinato. O ministro lembrou que parece que o repórter, de 50 anos, foi baleado a uma distância muito curta enquanto gravava imagens. Machimura disse que o governo japonês procura uma cópia de vídeo do tiroteio. A produtora de vídeo japonesa para a qual o repórter trabalhava, APF News, assegurou após ouvir um médico legista encarregado da autópsia que seu jornalista foi baleado de um metro distância e morreu quase imediatamente. A Junta Militar birmanesa devolveu todos os bens pessoais do repórter ao Japão, exceto a câmara de vídeo com a qual ele estava gravando os confrontos entre as forças de segurança birmanesas e os manifestantes, segundo a APF News. O regime de Rangun, por sua vez, alega que entregou todos os pertences. O Japão deve pressionar a Junta a responder perante a comunidade internacional pela forma de conter a revolta e instar aos dirigentes do país que avancem em direção à democracia. No domingo, o governo do Japão enviou um representante à Mianmá para exigir da Junta Militar que investigue a fundo a morte do jornalista japonês. O diplomata japonês deve se encontrar com o ministro do Exterior birmanês, Nyan Win; o ministro do Interior, Maung Oo, assim como com outros dirigentes do regime. O Japão protestou formalmente às autoridades birmanesas na sexta-feira, durante uma reunião na sede das Nações Unidas em Nova York entre o novo ministro do Exterior japonês, Masahiko Komura, e seu colega birmanês, Nyan Win. Na reunião, o chanceler birmanês "lamentou profundamente" a morte do jornalista japonês, disse Komura após a reunião.

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