EFE/FRANCK ROBICHON
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Japão, EUA, Rússia e ONU condenam lançamento de míssil da Coreia do Norte

Premiê japonês, Shinzo Abe, pede 'resposta unânime' da comunidade internacional enquanto secretário de Estado americano, Rex Tillerson, diz que 'todas as nações' deveriam adotar novas medidas contra Pyongyang

O Estado de S.Paulo

15 Setembro 2017 | 10h05

TÓQUIO - O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, afirmou, nesta sexta-feira, 15, que seu país "nunca tolerará" as perigosas provocações da Coreia do Norte que "ameaçam a paz mundial", em resposta ao último lançamento de um míssil norte-coreano que sobrevoou o território japonês.

"Jamais poderemos tolerar que a Coreia do Norte atinja desta forma a dura e unânime resposta da comunidade internacional em favor da paz mostrada pela ONU", disse Abe, aos jornalistas, se referindo às últimas sanções aprovadas nesta semana pelo Conselho de Segurança da ONU.

O regime de Kim Jong-un fez um novo lançamento de um míssil de médio alcance que sobrevoou a ilha de Hokkaido, no norte do Japão, e caiu no Oceano Pacífico. Este é o primeiro lançamento de um míssil executado pela Coreia do Norte desde o final de agosto - quando outro projétil também sobrevoou o norte do Japão.

Além disso, esse foi o primeiro teste armamentístico desde que o Conselho de Segurança da ONU impôs de maneira unânime ao regime norte-coreano, na última segunda-feira, uma bateria de duras sanções em resposta ao seu sexto e até o momento, mais potente teste nuclear, realizado no dia 3.

O premiê japonês disse que "é o momento para comunidade internacional se manter unida contra as provocações da Coreia do Norte, que ameaçam a paz mundial" e pediu que se apliquem completamente as sanções impostas ao isolado regime de Kim Jong-un. "Temos que fazer a Coreia do Norte entender que, se continuar por este caminho, não terá um bom futuro", disse Abe. 

Reações

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Rex Tillerson, condenou o "provocativo" lançamento da Coreia do Norte e pediu que todos os países apliquem mais medidas contra Kim Jong-un.

"Pedimos a todas as nações para adotar novas medidas contra o regime de Kim", afirmou Tillerson em um comunicado divulgado pelo Departamento de Estado.

O chefe da diplomacia americana pediu, em especial, para Rússia e China, que têm laços estreitos com a Coreia do Norte, mostrarem "intolerância contra esses lançamentos de mísseis temerários" de Pyongyang.

"A China fornece à Coreia do Norte quase todo o seu petróleo. A Rússia é o maior empregador da força trabalhista norte-coreana", argumentou o secretário de Estado na nota.

O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, respondeu ao apelo de Tillerson e disse que seu país condenada "com veemência" este lançamento de Kim Jong-un, que afronta as últimas sanções votadas pela ONU.

"Condenamos com veemência a continuidade de atos tão provocadores, que levam a uma escalada das tensões na península coreana", disse Peskov. A china ainda não comentou o teste norte-coreano.

ONU

O secretário-geral da ONU, António Guterres, também se pronunciou contra o lançamento e anunciou que na semana que vem a crise no país será discutida à margem da Assembleia-Geral do organismo.

Guterres pede a liderança norte-coreano para "evitar novas provas" e a "dar lugar para explorar a retomada de um diálogo sincero sobre a desnuclearização", segundo uma declaração de seu porta-voz. 

A situação de tensão com Pyongyang será discutida "com todas as partes interessadas à margem da próxima reunião de alto nível da Assembleia Geral das Nações Unidas". O Conselho de Segurança anunciou que nesta sexta-feira à tarde celebrará uma reunião de urgência. / AFP e EFE

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