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Japão fala em trabalhar com a Jordânia para libertar refém do EI

Premiê diz que os países podem atuar juntos pela liberdade de um japonês e um jordaniano; extremistas pedem soltura de iraquiana 

O Estado de S. Paulo

27 de janeiro de 2015 | 08h16

(Atualizada às 12h40) TÓQUIO - O Japão prometeu trabalhar com a Jordânia para conseguir a libertação do jornalista japonês mantido refém por militantes do Estado Islâmico (EI), após a morte de outro refém japonês na semana passada, mas reiterou que não vai ceder ao terrorismo. A crise dos reféns se tornou um teste para o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, que assumiu o poder em 2012 prometendo aumentar o papel do país na segurança mundial.

No domingo 25, Abe condenou a morte de Haruna Yukawa cometida pelos jihadistas e pediu a libertação do veterano correspondente Kenji Goto, capturado pelo EI na Síria.


O grupo extremista havia pedido US$ 200 milhões pela libertação dos dois reféns, mas desistiram de cobrar um resgate e agora dizem que vão soltar Goto em troca da libertação da prisão de Sajida al-Rishawi, uma iraquiana condenada por ataques jihadistas que está detida na Jordânia.

"Gostaríamos de trabalhar junto com o governo jordaniano para assegurar a soltura de Goto", disse o ministro de Relações Exteriores japonês, Yasuhide Nakayama, a repórteres na Jordânia, na noite de segunda-feira. Nakayama foi enviado à Jordânia na semana passada para cuidar do caso.

O EI capturou um piloto jordaniano após a queda de seu avião durante uma operação da coalizão internacional liderada pelos EUA no leste da Síria em dezembro. Nakayama disse que Japão e Jordânia podem trabalhar juntos para conseguir a soltura dele também.

Foi a primeira vez que uma autoridade japonesa mencionou o piloto jordaniano, 1.º tenente Mu''ath al-Kaseasbeh, mas não estava claro quando a possível libertação do piloto entrou nas negociações. O enviado do Japão à Jordânia expressou esperanças de que Goto e o piloto retornarão para casa "com um sorriso no rosto".

Em Tóquio, Abe disse ao Parlamento nesta terça-feira, 27, que o Japão fará o máximo para salvar Goto. "O terrível ato de terrorismo é absurdo e nós condenamos firmemente. A situação é extremamente grave, mas faremos o nosso máximo para conseguirmos a soltura de Kenji Goto o quanto antes possível. Não vamos ceder ao terrorismo." /AP e REUTERS

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