U.S. Navy/Mass Communication Specialist 2nd Class Z.A. Landers
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Japão faz exercício militar com porta-aviões americanos para evitar ameaças de Pyongyang

Força Marítima de Autodefesa do país enviou duas embarcações e seus oito navios de escolta para as manobras; premiê Shinzo Abe prometeu trabalhar com outros países para conter os norte-coreanos

O Estado de S.Paulo

01 de junho de 2017 | 12h26

TÓQUIO - A Marinha e a Força Aérea do Japão iniciaram um exercício militar de três dias com dois porta-aviões americanos no Mar do Japão / Mar do Leste, nesta quinta-feira, 1.º, aumentando a pressão para que a Coreia do Norte desacelere seu programa de mísseis balísticos.

A Força Marítima de Autodefesa do Japão enviou duas embarcações, inclusive um de seus quatro porta-helicópteros, o Hyuga, para as manobras com os porta-aviões americanos USS Ronald Reagan e USS Carl Vinson, e seus oito navios de escolta, disseram os militares japoneses em um comunicado.

Caças F-15 da Força Aérea de Autodefesa do Japão estão participando de um combate simulado com caças F-18 da Marinha dos EUA, segundo os militares. "É a primeira vez que nos exercitamos com dois porta-aviões. É um grande exercício para nós", disse o porta-voz militar do Japão.

O Mar do Japão / Mar do Leste separa o Japão da península coreana.

Os EUA enviaram os navios de guerra à região após um aumento da tensão na península, decorrente do temor de que Pyongyang esteja prestes a realizar seu sexto teste nuclear em um esforço para desenvolver um míssil balístico intercontinental capaz de atingir o território americano.

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, prometeu trabalhar com outros países para conter os norte-coreanos, que na segunda-feira realizaram um teste de míssil balístico de curto alcance. O projétil alcançou uma altitude de 120 quilômetros antes de cair em águas internacionais do Mar do Japão / Mar do Leste, mas dentro da zona econômica exclusiva japonesa, onde Tóquio tem jurisdição sobre a prospecção e a exploração de recursos marítimos.

O lançamento se seguiu a dois testes bem-sucedidos de mísseis de médio a longo alcance. Os norte-coreanos vêm conduzindo testes em um ritmo inédito e já são capazes de alvejar qualquer parte do Japão com mísseis, o que faz o país temer ser eventualmente ameaçado por um ataque nuclear de Pyongyang.

O novo presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, que tomou posse no dia de 10 de maio, vem adotando uma linha mais conciliatória do que Abe, e promete dialogar mais com seu vizinho recluso. / REUTERS

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