Japão investigará escravidão sexual, mas não assume erro

O porta-voz do governo japonês disse nesta quinta-feira, 8, que não há provas concretas de que o Japão teria induzido mulheres à prostituição durante a Segunda Guerra Mundial, mas o primeiro-ministro do país, Shinzo Abe, pretende investigar a questão. A China diz que falta coragem para o Japão assumir o erro.Abe disse que o Japão não pode se desculpar por algo que foi mal interpretado e que não há provas de quem foi o verdadeiro responsável na questão. Além disso, o primeiro-ministro japonês culpou a mídia americana por levantar novamente este assunto, encerrado 1993, quando os japoneses redigiram um pedido de desculpas não aceito pelos Estados Unidos.Estas declarações foram feitas após o Congresso americano considerar um possível pedido de desculpas do Japão por fazer mulheres de escravas sexuais durante a Segunda Guerra Mundial.No entanto, Abe se manteve aberto a uma investigação nas instalações militares japonesas para que mais detalhes sejam revelados sobre as instalações. "O governo está pronto para cooperar com investigações e providenciar documentos", disse o primeiro-ministro."A nossa visão é que os meios de comunicação não estão interpretando de forma correta a questão", disse o porta-voz do governo japonês, Yasuhisa Shiozaki. "Consideramos a possibilidade de tomarmos algumas medidas, mas estas acusações não estão baseadas em fatos, mas sim em interpretações equivocadas."O porta-voz não citou nenhuma reportagem específica ou meio de comunicação.Pressão chinesaA China afirmou novamente nesta quinta-feira, 8, que o Japão precisa se responsabilizar pelo crime de induzir mulheres à prostituição durante a Segunda Guerra Mundial.Para o ministro de Relações Exteriores da China, Qin Gang, "falta coragem" para os líderes japoneses assumirem que o país errou no passado. "A prostituição de mulheres foi apenas uma das atrocidades cometidas por soldados japoneses na época da guerra", disse o ministro chinês. Esperamos que o Japão tome coragem e assuma seus erros do passado, pois isso suja a imagem japonesa", completou Gang em uma entrevista coletiva.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.