Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Estadão Digital
Apenas R$99,90/ano
APENAS R$99,90/ANO APROVEITE

Japão lembra 13º aniversário de ataques a metrô com gás sarin

A homenagem teve a participação de familiares das vítimas e trabalhadores do metrô

EFE,

20 de março de 2008 | 05h05

Passageiros e familiares das vítimas fizeram instantes de silêncio nesta quinta-feira, no metrô de Tóquio, em memória aos 13 anos dos atentados com gás sarin cometidos pela seita Verdade Suprema que mataram doze pessoas e intoxicaram mais de 5.500. Como em todos os dias 20 de março, foram respeitados alguns minutos de silêncio às 8 horas (20 horas de Brasília da quarta-feira) nas cinco estações das três linhas de metrô onde a essa hora, em 1995, cinco seguidores de Shoko Asahara rasgaram com as pontas de seus guarda-chuvas bolsas que continham o gás letal, espalhando o caos. Os trens, lotados de pessoas que iam trabalhar, registraram momentos de terror e Japão - um dos países mais seguros então - viveu um dos dias mais trágicos desde a Segunda Guerra Mundial (1939-45). A homenagem teve a participação de familiares das vítimas e trabalhadores do metrô, que colocaram flores em lembrança aos mortos nas cinco estações atacadas em 1985. A seita que cometeu estes atentados se chama hoje Aleph e seu líder Asahara, cujo nome real é Chizuo Matsumoto, foi condenado à morte sem possibilidade de apelação, assim como outros quatro membros desse grupo. Em março de 2000, um tribunal condenou a essa organização a pagar cerca de US$ 37 milhões em conceito de indenizações aos parentes das vítimas fatais, quantia que ainda não receberam, porque a seita se declarou insolvente. A Verdade Suprema argumentou que os ataques com o gás tóxico desenvolvido pelos nazistas na Segunda Guerra Mundial foram obra de dirigentes do grupo que acreditavam em uma doutrina apocalíptica que implicava no assassinato. Os Estados Unidos e a Europa consideraram a Verdade Suprema como uma organização terrorista, mas o Japão evitou denominá-la assim, e não proibiu nem exigiu a dissolução da seita. A seita foi rebatizada de Aleph em 2002 e hoje voltou a pedir desculpas por esses fatos, que seus atuais membros atribuem à influência de Asahara.

Tudo o que sabemos sobre:
HOMENAGEMMETRÔJAPÃO

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.