Philip FONG / AFP
Philip FONG / AFP

Japão limitará campanha de turismo após número recorde de casos diários

Especialistas japoneses falam da chegada de uma terceira onda que responde à queda das temperaturas, o que leva as pessoas a passarem mais tempo em ambientes fechados

Redação, O Estado de S.Paulo

21 de novembro de 2020 | 07h02

SEUL - O governo japonês decidiu neste sábado, 21, limitar a campanha de subsídios para promover o turismo no país, depois que a nação apresentou alta nos casos diários de covid-19 por três dias consecutivos. Nas últimas 24 horas, foram 2.560 notificações. 

Durante reunião do comitê japonês de gestão da pandemia, a que a mídia local teve acesso, o primeiro-ministro Yoshihide Suga explicou que, no âmbito do programa, a partir de agora não serão mais aceitas reservas para viagens a áreas que sofrem aumento de infecções. A decisão, por recomendação do painel de médicos que assessora o executivo, vem depois que o Japão notificou mais de 2.400 novos casos diários na sexta-feira, 19, um número recorde pelo terceiro dia consecutivo, e Tóquio registrou 539 infecções neste sábado, também o número máximo diário para a capital japonesa desde o início da pandemia. Outras regiões, como Osaka ou a ilha de Hokkaido ao norte, ambas altamente turísticas, também registram volumes recordes de novos casos diários. 

Especialistas japoneses falam da chegada de uma terceira onda que responde à queda das temperaturas, o que leva as pessoas a passarem mais tempo em ambientes fechados. O programa “Go To Travel” (Ir viajar, em português), dotado de 1,35 trilhão de ienes (cerca de 10.962 milhões de euros / 12.998 milhões de dólares), visa financiar descontos até 50% sobre o preço dos pacotes turísticos e despesas de viagens até janeiro para movimentos de residentes no Japão dentro do país. 

Representantes de associações médicas japonesas apontaram que a campanha de turismo provavelmente atuou como um catalisador para o aumento de infecções em certas regiões. No momento, cerca de 40 milhões de viagens foram feitas desde o lançamento da campanha em julho e, de acordo com dados do governo, 176 pessoas que viajaram usando esses descontos foram infectadas com covid-19. / EFE

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