Japão marca eleição para Parlamento

O governo japonês concordou em realizar eleições para a câmara baixa no dia 16 de dezembro, disse uma autoridade do Partido Democrático do Japão (PDJ) nesta quarta-feira. "Vamos trabalhar muito para que todos possam continuar em suas cadeiras, para que o partido continue governando", afirmou o secretário-geral do PDJ, Jun Azumi. Segundo ele, o início oficial da campanha para a eleição será no dia 4 de dezembro.

AE, Agência Estado

14 de novembro de 2012 | 09h26

O líder do Partido Liberal Democrático (PLD), principal partido de oposição no Japão, Shinzo Abe, disse hoje que vai aceitar as condições impostas pelo primeiro-ministro japonês, Yoshihiko Noda, para dissolver o Parlamento e realizar uma nova eleição. O premiê havia oferecido dissolver o Parlamento nesta sexta-feira sob a condição de que a oposição votasse esta semana pela promulgação de uma lei para a emissão de títulos para a cobertura de déficit e concordasse com a reforma eleitoral na próxima sessão do parlamento em 2013.

"Temos conseguido acabar com uma confusa situação política", disse Abe em um evento político, acrescentando que a eleição deve ser realizada "o quanto antes para que o novo governo defina um orçamento". "Vamos cooperar plenamente com a emissão de títulos para cobertura do déficit e a reforma eleitoral pedidas por Noda", disse.

As pesquisas mostram que Abe é o principal candidato a emergir como primeiro-ministro em uma eleição geral. Ele afirmou que se seu partido voltar ao poder, ele vai trabalhar para acabar com a deflação que tem afetado a economia. Ele também indicou que sua administração vai pressionar o banco central japonês a realizar uma política mais acomodatícia.

Se a câmara baixa for de fato dissolvida até o fim desta semana, uma eleição precisará acontecer em até 40 dias. As informações são da Dow Jones.

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