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Japão mobiliza defesa para lançamento norte-coreano

Os militares japoneses mobilizaram hoje o sistema de defesa antimísseis para proteger o país de qualquer possível falha no lançamento de um foguete da Coreia do Norte. Dois navios destroier equipados com mísseis interceptores Patriot foram enviados ao Mar do Japão para proteger a costa norte do país. Enquanto isso, o enviado para assuntos nucleares da Coreia do Sul foi para Washington, para coordenar com os Estados Unidos uma estratégia comum frente ao planejado lançamento do míssil norte-coreano.

AE-AP, Agencia Estado

27 de março de 2009 | 17h36

A Coreia do Norte afirmou que entre 4 e 8 de abril enviará ao espaço um satélite de telecomunicações, o Kwangmyongsong-2, um anúncio que aumentou a tensão na militarizada Península Coreana e no Japão. Os EUA, a Coreia do Sul e o Japão desconfiam que a Coreia do Norte usará o lançamento para testar a tecnologia de um míssil balístico de longo alcance, que seria capaz de atingir o Estado norte-americano do Alasca. Em 2006, um teste norte-coreano semelhante fracassou e o míssil explodiu 40 segundos após o lançamento.

O Japão já avisou que derrubará qualquer objeto perigoso que sobrevoar o seu território. No entanto, o governo japonês foi cauteloso e afirmou que só intervirá se seu território estiver em perigo. A Coreia do Sul também despachou um destroier para o largo da sua costa no Mar do Japão. O governo norte-coreano afirmou no começo de março que qualquer ataque ao satélite seria considerado um ato de guerra.

Hoje, a Rússia pediu á Coreia do Norte que desista do lançamento. "Nós queremos reafirmar que não existe a necessidade de aumentar as tensões", disse o vice-chanceler russo Alexei Borodavkin. O jornal sul-coreano Chosun Ilbo informou na sua edição de hoje que o míssil norte-coreano já está na plataforma de lançamento em Musudan-ni, no noroeste da Península e o disparo poderia ocorrer já a partir de manhã.

Sanções

Ontem, os EUA e a Coreia do Sul advertiram o fechado regime comunista do norte que o disparo do projétil será um ato de provocação, com "sérias consequências" para Pyongyang. Eles lembraram que os disparos de mísseis foram banidos por uma resolução de 2006 da Organização das Nações Unidas (ONU) e se o lançamento acontecer, a Coreia do Norte deverá sofrer mais sanções econômicas. Os japoneses enviarão para o norte do país alguns mísseis terra-ar PAC-3, e outros mísseis do mesmo tipo serão mantidos no centro, para defender a cidade de Tóquio.

Entretanto, alguns analistas políticos afirmam que o Japão está reagindo de maneira desproporcional. Hajime Izumi, professor de política internacional na Universidade de Shizouka, pediu ao governo que seja mais calmo e pragmático. "O problema é que o envio (dos mísseis para o norte) cria a impressão de que o lançamento será totalmente um fracasso", disse.

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