Japão monta ofensiva diplomática em defesa da guerra

Em uma ofensiva diplomática inesperada, o governo japonês tenta convencer os membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas a apoiarem a posição dos Estados Unidos sobre o Iraque. Nos últimos dias, o primeiro-ministro Junichiro Koizumi telefonou a cinco dos seis membros indecisos do CS - México, Chile, Paquistão, Guiné e Camarões - para persuadi-los a votar a favor de Washington. Também advertiu que uma divisão no CS poderia soterrar a autoridade da ONU.Hoje, o governo japonês criticou a França, seu presidente Jacques Chirac e os seis países "indecisos" por apoiarem um prolongamento de 45 dias nas inspeções de armas no Iraque."Se a comunidade internacional se dividir, não apenas beneficiará o Iraque, mas também porá em dúvida a autoridade e a efetividade das Nações Unidas?, advertiu o chanceler japonês, Yoriko Kawaguchi, a seu colega francês Dominique de Villepin, segundo uma declaração da chancelaria japonesa.A ofensiva japonesa ocorre num momento em que diplomatas na ONU se esforçam para encontrar uma solução que dê mais tempo ao presidente do Iraque, Saddam Hussein, para demonstrar que se livrou das armas de destruição em massa. Representa também, segundo analistas, uma tentativa inusitada do Japão, que não integra o conselho de 15 membros, de afirmar-se no concerto político mundial.

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