Japão nega desculpas à China pela detenção de capitão

O Japão rejeitou fortemente o pedido da China para que o país se desculpe por deter um capitão de um navio pesqueiro chinês após uma colisão com barcos da guarda costeira japonesa perto de ilhas, cuja posse é reivindicada pelos dois países. As autoridades japonesas libertaram o capitão Zhang Zixiong, de 41 anos, na manhã deste sábado (pelo horário local), e ele foi enviado para sua casa, em Fuzhou, na província de Fujian, num voo charter.

AE-AP, Agência Estado

25 de setembro de 2010 | 10h06

O canal de televisão estatal chinês China Central Television mostrou Zhan sorrindo e fazendo um sinal de vitória quando desceu do avião. Ele foi recebido por membros da sua família com flores e um pequeno grupo de funcionários do governo.

Mas as esperanças de que sua libertação poderia aliviar as tensões crescentes entre os dois países foram frustradas quando a China prontamente exigiu um pedido de desculpas e uma indenização do Japão. "É ilegal e inválido que o Japão prenda, investigue ou tome qualquer tipo de medida judicial contra os pescadores chineses", afirmou o Ministério de Relações Exteriores da China, em comunicado. "O Japão precisa se desculpar e compensar por esse incidente."

O Ministério de Relações Exteriores do Japão afirmou, por sua vez, que as exigências chinesas eram infundadas e "não poderiam ser absolutamente aceitas". A prisão do capitão e a investigação foram "uma resposta calma e apropriada de acordo com nossas leis nacionais", destacou o ministério japonês em comunicado.

Zhan foi preso no dia 8 de setembro depois que seu pesqueiro colidiu com dois barcos da guarda costeira japonesa perto de ilhas no Mar da China Oriental, controladas pelo Japão, mas reivindicadas também por China e Taiwan. Acredita-se que na área das ilhas existam reservas de petróleo. As informações são da Associated Press.

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