Japão pede 'calma' à China por impasse

O Japão lamentou a decisão da China de suspender os contatos de alto nível entre os dois países e pediu a Pequim que mantenha a calma diante do impasse criado pela prisão do capitão da embarcação chinesa que colidiu com um barco da Guarda Costeira japonesa, no dia 7, em águas disputadas por ambos os lados.

Cláudia Trevisan CORRESPONDENTE / PEQUIM, O Estado de S.Paulo

21 de setembro de 2010 | 00h00

A tensão entre os dois países poderá aumentar ainda mais, caso a China comece a perfurar poços para exploração de gás na área que deu origem ao conflito - chamada de Ilhas Diaoyu na China, Senkaku no Japão e Diaoyutai em Taiwan. De acordo com a agência de notícias Kyodo, o premiê do Japão, Naoto Kan, começou a preparar a reação a essa possibilidade, depois que fotos aéreas mostraram o transporte para a região do que parecem ser equipamentos de perfuração chineses.

Um movimento de qualquer um dos lados nesse sentido significaria o abandono do entendimento alcançado em 2008, pelo qual Japão e China negociariam um acordo para a exploração conjunta das reservas da região - que chegariam a 496 bilhões de metros cúbicos de gás e 20 milhões de barris de petróleo, segundo estimativas chinesas.

O confronto colocou a relação entre a segunda e a terceira maiores economias do mundo no pior patamar desde 2005, quando milhares de chineses protestaram de maneira violenta contra o Japão nas ruas de grandes cidades da China.

Naquela época, o estopim foi a aprovação de livros de história que, aos olhos dos chineses, mascaravam as atrocidades cometidas pelo Japão durante o período em que invadiu a China (1931-1945).

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.