Japão pede cautela antes de impor sanções ao Irã

O Japão anunciou nesta sexta-feira que examina com cautela a decisão do Irã de manter o enriquecimento de urânio, apesar das pressões internacionais e ressaltou a importância que terá a reunião, na próxima semana, entre mediadores europeus e representantes iranianos."Gostaria de evitar qualquer comentário, já que os eventos são imprevisíveis", disse à imprensa o ministro de Relações Exteriores japonês, Taro Aso, ao ser perguntado sobre uma eventual imposição de sanções econômicas ao regime iraniano.No entanto, ressaltou que a resposta do Irã às exigências internacionais é "claramente insatisfatória".Na quinta-feira acabou o prazo dado pelo Conselho de Segurança da ONU para que o Irã suspendesse o enriquecimento de urânio, que é visto por muitos países como um passo em direção à produção de armas atômicas.Em discurso, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, ressaltou que os iranianos não cederão "diante das ameaças e da arrogância".A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) afirmou em seu último relatório sobre o caso que o Irã continua com seu programa de enriquecimento de urânio e ignora o ultimato.Os membros do Conselho de Segurança da ONU deverão começar nos próximos dias uma série de deliberações para decidir se vão impor sanções econômicas e diplomáticas ao Irã.O ministro japonês se mostrou cauteloso não quis comentar a possibilidade de Tóquio aderir a eventuais sanções.Assim como França, China e Rússia (membros permanentes do Conselho de Segurança), o Japão (membro não-permanente) tem interesses no Irã, que seriam prejudicados com a adoção de sanções.Nos próximos dias o chefe da diplomacia da União Européia, Javier Solana, e o negociador-chefe iraniano, Ali Larijani, devem se reunir para procurar algum ponto em comum.Estados Unidos e outros países aliados, como Israel, apostam na imposição de sanções. Segundo o presidente americano, George W. Bush, o Irã deve enfrentar as "conseqüências" por desafiar o mundo.

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