Japão pede linha direta com a China e minimiza visita a templo

O governo do Japão, que tem diferenças com a China sobre território e outros temas, levou o seu caso para a Europa nesta quinta-feira, defendendo a visita do primeiro-ministro Shinzo Abe a UM templo que homenageia mortos japoneses em guerra e reiterando a necessidade de uma linha direta de comunicação entre Tóquio e Pequim.

JOHN IRISH, Reuters

09 de janeiro de 2014 | 16h06

As relações entre os dois gigantes econômicos da Ásia, que não são as mais próximas, se tornaram ainda mais tensas no mês passado quando Abe visitou o templo Yasukuni em Tóquio, onde líderes japoneses condenados por crimes de guerra e outros mortos em combate são lembrados, irritando a China e a Coreia do Sul.

Pequim e Tóquio também disputam a posse de ilhas desabitadas no Mar Oriental da China. Os chineses dizem querer discutir o tema com o Japão, mas acusam Abe de não estar seriamente comprometido em resolver a polêmica.

Numa entrevista à imprensa com os seus colegas franceses, o ministro da Defesa do Japão, Itsunori Onodera, e o ministro do Exterior, Fumio Kishida, afirmaram que o objetivo de Tóquio é construir uma paz duradoura no Pacífico asiático.

"Precisamos de uma linha para o diálogo", disse Onodera, por intermédio de um tradutor. "Falamos isso com a China, mas infelizmente esse diálogo não está aberto, mas precisamos reabri-lo."

O Japão e a China concordaram em 2011 discutir o estabelecimento de um canal de comunicações para emergências aéreas e marítimas.

No entanto, o diálogo parou depois que o governo japonês comprou as ilhas em disputa de um proprietário privado em 2012, para impedir que o na época nacionalista governo da cidade de Tóquio fizesse a aquisição e inflamasse mais os ânimos.

A China levou a guerra de propaganda com o Japão para as Nações Unidas na quarta-feira, questionando os motivos de Abe para visitar o templo Yasukuni e pedindo que ele corrigisse a sua visão histórica.

Tanto a China quando a Coreia sofreram sob um brutal regime japonês.

Em resposta à pergunta de uma jornalista chinesa na entrevista em Paris, Kishida disse que Abe se desculpou com os que se sentiram ofendidos na China e na Coreia do Sul. Segundo ele, Abe foi ao templo rezar pela paz.

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