Japão pode impor sanções à Coréia Norte devido a míssil

O ministro de Assuntos Exteriores do Japão, Taro Aso, indicou hoje que o Japão pode impor suas próprias sanções à Coréia do Norte, sem recorrer à ONU, caso esse país leve adiante seus preparativos de lançar um míssil de longo alcance.Em declarações à rede de televisão "NHK", Aso lembrou que Tóquio dispõe de legislação para sancionar a Coréia do Norte com medidas como o congelamento de transferências bancárias de norte-coreanos que vivem no Japão e a proibição do atracamento em portos japoneses de navios procedentes daquele país.Segundo Aso, tais sanções poderiam ser implementadas independentemente de qualquer decisão do Conselho de Segurança da ONU. Japão e Estados Unidos já advertiram a Coréia do Norte que recorrerão ao Conselho de Segurança caso Pyongyang faça o lançamento de um míssil balístico de longo alcance, cujos preparativos foram detectados por satélites e aviões de espionagem. No entanto, dada a posição de China e Rússia - os únicos aliados no exterior do regime norte-coreano - como membros permanentes no Conselho de Segurança, parece difícil haver um consenso para a imposição de tais sanções. Nesta semana, o Partido Liberal-Democrata (PLD, governista) indicou que está estudando uma nova legislação que poderia proibir instituições financeiras japonesas de fazer negócios com empresas e particulares suspeitos de lavagem de dinheiro.Esse projeto de lei se refere a várias instituições norte-coreanas suspeitas de ter falsificado dólares e utilizado o dinheiro procedente do tráfico de drogas para adquirir tecnologia armamentista sofisticada, incluindo a necessária para modernizar os sistemas de mísseis de Pyongyang.Em outubro passado, os EUA impuseram suas próprias sanções financeiras a tais instituições norte-coreanas, atitude que levou Pyongyang a encerrar de forma abrupta, em novembro, a quinta rodada dos diálogos multilaterais promovidos por Pequim sobre o contencioso nuclear.Os Estados Unidos já rejeitaram nesta semana a possibilidade de negociar com a Coréia do Norte sobre o lançamento do míssil, e aconselharam Pyongyang a retornar ao diálogo multilateral caso queira discutir o assunto do míssil balístico.A Coréia do Norte comunicou, em ocasiões anteriores, ter "o direito não só de desenvolver, mobilizar e testar mísseis, mas também de exportá-los".

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