Japão pode prolongar apoio logístico no Iraque por dois anos

O Governo japonês apresentará ao Parlamento uma proposta para ampliar por mais dois anos a participação de seus soldados nos trabalhos de reconstrução do Iraque, informou, neste sábado, a agência local de notícias "Kyodo".O desejo de manter boas relações com Washington e a demanda dos serviços de transporte aéreo prestados pelo contingente japonês são os dois principais motivos alegados pelo Governo para prolongar seu apoio logístico no Iraque.Atualmente, a participação do Japão nos trabalhos de segurança e reconstrução do país árabe é regulada por uma normativa que permite um posicionamento por quatro anos, prazo que expira em 31 de julho.Segundo a "Kyodo", espera-se que o Governo japonês aprove a revisão desta normativa no final de março.No entanto, o tempo de ampliação do posicionamento japonês no Iraque dividiu o Executivo, pois, enquanto os ministros da Defesa e Exteriores apostavam em mais dois anos, a Secretaria do Gabinete acreditava que o período de um ano seria mais apropriado, depois das críticas recebidas pela política americana sobre o país árabe.Mesmo com a divergência, foi estipulada a proposta de dois anos, para evitar tensões com os Estados Unidos.Em caso de aprovação da proposta, esta será a terceira extensão da presença militar japonesa para a reconstrução do país árabe, iniciada em dezembro de 2003 e prolongada em 2004 e 2005.As Forças de Autodefesa japonesas (como o Exército é conhecido no Japão) foram postadas em Samawa, na província meridional iraquiana de Muthana, para trabalhos de reconstrução desde o começo de 2004 até julho do ano passado, quando Tóquio optou por sua retirada.Até o momento, o Japão presta apoio logístico aos EUA no Iraque com vôos de transporte de tropas e mercadorias e, para isto, conta com três aviões "C-130" e 200 militares das forças aéreas com base no Kuwait.Atualmente, seu trabalho consiste em deslocar pessoal e equipamentos do Exército multinacional das Nações Unidas na região, incluindo o aeroporto de Bagdá.

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