Japão pode rever sua ajuda ao Paquistão

'Devemos considerar todos os fatores e estudar os próximos eventos', diz chanceler

Efe

28 de dezembro de 2007 | 03h18

O governo do Japão sugeriu, nesta sexta-feira, que pode rever a ajuda que fornece ao Paquistão, dependendo do que acontecer ao país após o assassinato da líder oposicionista Benazir Bhutto, informou a agência japonesa "Kyodo". O ministro porta-voz japonês, Nobutaka Machimura, e o chanceler Masahiko Komura transmitiram de forma implícita a sua advertência. Mas também prometeram apoiar a democratização do Paquistão, de acordo com a "Kyodo". "Não podemos dizer que o assassinato por terroristas leve diretamente a uma mudança no fornecimento de ajuda. Mas devemos considerar todos os fatores e estudar os próximos eventos", disse Komura em entrevista coletiva. O chefe da diplomacia japonesa disse temer as repercussões do assassinato de Bhutto na democratização do Paquistão. Para ele, seria "preocupante" se o país não continuasse pela senda democrática. Já Machimura apontou que "há certas limitações à influência do Japão", mas o governo deve "estudar seriamente até onde pode ir com sua diplomacia". O ministro porta-voz japonês considerou a morte da líder oposicionista paquistanesa "uma perda significativa" e condenou o atentado terrorista. 

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