Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

Japão prepara defesa para lançamento de foguete norte-coreano

O governo japonês enviou neste sábado navios de guerra equipados com dois mísseis balísticos para o Mar do Japão, onde terão a missão de interceptar perigosos fragmentos no caso de um polêmico lançamento de foguete planejado pela Coreia do Norte dar errado, disseram autoridades de defesa.

CHANG-RAN KIM, REUTERS

28 de março de 2009 | 11h44

Pyongyang anunciou que lançará um satélite de comunicações entre 4 e 8 de abril. As potências regionais acreditam que, na verdade, o lançamento será o teste de um míssil de longo alcance, o Taepodong-2, que acredita-se já estar em sua plataforma de lançamento em uma base norte-coreana.

Na manhã deste sábado, o Japão destacou destróieres equipados com mísseis interceptadores no Mar do Japão, que fica entre a Península da Coreia e o arquipélago japonês, informou uma autoridade do Ministério da Defesa.

Os destróieres também estão equipados com sofisticados sistemas de radares de combate Aegis. Um terceiro navio com o Aegis deixou outra base para o Oceano Pacífico, onde o míssil deve cair, informou a autoridade.

Os Estados Unidos, principal aliado de segurança do Japão, devem destacar dois navios com Aegis e capacidade de defesa de mísseis para o porto sul-coreano de Busan, na segunda-feira, afirmou uma autoridade militar norte-americana neste sábado.

A Coreia do Norte tem fornecido às agências internacionais informações de que a trajetória planejada do foguete deve passar por cima do Japão, liberando seus propulsores a leste e oeste da ilha. Qualquer tentativa de derrubar o foguete seria um ato de guerra, afirmou Pyongyang.

A Constituição japonesa não permite que o país intercepte um míssil se ele estiver claramente seguindo para um outro destino.

As potências regionais Japão e Coreia do Sul e os Estados Unidos prometeram punir Pyongyang se os norte-coreanos seguirem em frente com o lançamento, condenando o ato como uma violação de resoluções da Organização das Nações Unidas (ONU) impostas ao Estado por testes anteriores.

O primeiro-ministro japonês, Taro Aso, repetiu sua crítica ao lançamento. "Eles estão lançando um míssil e o chamando de 'foguete'. Em nenhuma parte do mundo você vai achar um país que vai lançar um míssil de teste justamente sobre o país dos outros", afirmou Aso neste sábado à agência de notícias Kyodo.

Em seu teste anterior, em 2006, o Taepodong-2 explodiu ou foi deliberadamente destruído após falhar segundos depois de seu lançamento.

(Reportagem adicional de Cheon Jong-woo em Seul)

Tudo o que sabemos sobre:
JAPAONORCOREIADEFESA*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.