Japão protesta contra China por permitir pesca em ilhas disputadas

A manifestação foi apresenta depois que a Guarda japonesa avistou dois navios chineses na região

Efe, Efe

25 de outubro de 2010 | 02h55

O Japão protestou formalmente nesta segunda-feira, 25, perante as autoridades de Pequim por permitir que barcos pesqueiros chineses trabalhem em águas próximas às ilhas Senkaku (Diaoyu na China), disputadas pelos dois países, informou o porta-voz do governo japonês.

O protesto foi apresentado por canais diplomáticos depois que a Guarda Litorânea japonesa avistou, no domingo, 24, dois navios chineses trabalhando perto do pequeno arquipélago, explicou o porta-voz Yoshito Sengoku.

Situado no Mar da China Oriental, o arquipélago, que está desabitado, é reclamado por Japão, China e Taiwan (que o conhece como ilhas Tiaoyutai), já que conta com ricos recursos marítimos e jazidas de gás e petróleo.

O conflito territorial em torno das ilhas foi um constante foco de tensão nas relações entre Japão e China, que em setembro passaram por séria crise após a detenção do capitão de um barco chinês que trabalhava na região.

O capitão ficou preso por 15 dias no Japão, o que motivou fortes protestos de Pequim, que entre outras medidas suspendeu as relações bilaterais de alto nível e deteve quatro cidadãos japoneses acusados de espionagem.

A libertação do capitão não conseguiu esfriar a tensão nem impediu protestos na China contra o Japão pela disputa sobre a soberania do arquipélago.

Neste fim de semana, centenas de pessoas, em sua maioria estudantes, participaram de uma manifestação antijaponesa na cidade chinesa de Deyang (centro da China), gritando palavras de ordem e exibindo cartazes contra o país vizinho, sob vigilância das forças de segurança.

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