Japão quer aval da AIEA para retomada de reatores

O novo ministro de Comércio e Indústria do Japão, Yoshio Hachiro, disse nesta segunda-feira que o país planeja buscar o envolvimento da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) sobre se liga ou não novamente os reatores que permanecem paralisados após o desastre de 11 de março no país. Um terremoto e um tsunami nessa data geraram uma grande emergência na usina Daiichi, em Fukushima.

AE, Agência Estado

05 Setembro 2011 | 12h42

"Nós queremos uma avaliação dos reatores ociosos pela AIEA", afirmou Yoshio Hachiro a repórteres. O veterano parlamentar de 63 anos sugeriu que deseja religar os reatores o mais rápido possível. "O governo planeja explicar ao público que os sistemas de refrigeração da usina Daiichi estavam funcionando até que eles fossem atingidos por um tsunami em março", explicou.

A autoridade disse que as usinas do Japão devem formular relatórios sobre testes de estresse em reatores nucleares este mês, notando que a nação considerará o que é necessário para separar a geração de energia de sua distribuição.

Hachiro está encarregado do Ministério da Economia, Comércio e Indústria, responsável por monitorar o setor de energia nuclear. Muitos dos reatores comerciais não foram religados por causa da oposição pública à energia nuclear, após o desastre em Fukushima.

O ministro disse que considera a liberalização de indústrias públicas nessa área como uma maneira de reduzir os crescentes custos da eletricidade, resultado da perda de boa parte da produção de energia nuclear.

Hachiro falou sobre a participação japonesa em uma iniciativa de livre comércio regional. Ele ressaltou que é importante participar disso. "O Japão não pode ir contra a corrente global" de liberalização do comércio, disse. Segundo ele, os produtos agropecuários, cuja liberalização é alvo de dificuldades para o Japão, "não podem ficar de fora da liberalização comercial".

O Japão está sob pressão para tomar uma decisão rápida sobre a Parceria Trans Pacífico (TPP, na sigla em inglês). Os EUA e outros parceiros devem decidir avançar no acordo, durante uma reunião da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec, na sigla em inglês), marcada para novembro no Havaí. Segundo Hachiro, não há decisão sobre em que período o Japão tomará uma decisão sobre o TPP. As informações são da Dow Jones.

Mais conteúdo sobre:
Japão reatores nuclear AIEA

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.