Japão quer desenvolver caças 'invisíveis'

Apesar da Constituição pacifista do país, japoneses querem aeronaves e tecnologia dos EUA para defesa

Agências internacionais,

31 de agosto de 2007 | 11h37

O Ministério da Defesa do Japão pretende solicitar bilhões de dólares para melhorar seus jatos F-15 e desenvolver um modelo próprio de caças invulneráveis a radares, já que Washington reluta em vender seu modelo Raptor aos aliados asiáticos.   A proposta de ampliar o aparelho militar segue os planos do primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, de rever a Constituição pacifista do país. Redigida pelas forças de ocupação americanas no pós-guerra, o documento proíbe a participação do Japão em programas de defesa coletiva e em qualquer conflito armado, inclusive em operações de paz comandadas pela ONU. O ministério deve solicitar 4,8 trilhões de ienes (US$ 41,6 bilhões) para o ano fiscal que começa em abril, incluindo 112 bilhões de ienes para melhorias em 32 caças F-15.O Japão tem cerca de 200 desses aviões, dos quais apenas oito já foram atualizados. O ministério quer as melhorias para que eles sejam competitivos com aviões de países como China e Coréia do Norte. O Ministério da Defesa pretende comprar aviões Raptor ou F-22 "invisíveis" da Lockheed Martin, ou então os F-15X da Boeing, para substituir sua já antiga frota de jatos F-4EJ.O ministério solicitará ainda 158 bilhões de ienes para a defesa antimísseis, inclusive para a compra de interceptadores terra-ar PAC-3, de 9,7 bilhões de ienes.   Defesa de território Em rara visita nesta semana ao Japão, o ministro chinês da Defesa, Cao Gangchuan, tentou afastar a preocupação dos anfitriões com a expansão militar promovida por Pequim. Mesmo assim, a desconfiança mútua entre as duas potências persiste.A China tem um enorme contingente militar, com mais de 2 milhões de soldados, mas precisa modernizá-lo e equipá-lo para ampliar seu alcance estratégico. Pequim pretende aumentar seus gastos de defesa em 17,8 por cento, atingindo 45 bilhões de dólares em 2007.As preocupações com a Coréia do Norte também persistem depois que Pyongyang testou sua primeira arma nuclear, no ano passado, e apesar dos progressos na implementação de um acordo de desarmamento norte-coreano firmado em fevereiro.

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