Japão quer melhorar relações com China e Coreia do Sul

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, disse neste domingo que espera reunir-se com os líderes da China e Coreia do Sul em breve para melhorar as relações com os países. Mas também neste domingo, seu partido pediu por mudanças na constituição pacifistas do Japão, um movimento que deve provocar mal-estar em ambos os países vizinhos, que estão entre as vítimas do militarismo de Tóquio do século 20.

Agência Estado

17 de março de 2013 | 09h24

"Eu sou da mesma geração que os dois novos líderes", disse Abe na convenção anual do seu Partido Liberal Democrata, em referência ao presidente da China, Xi Jinping, de 59 anos, e o presidente sul-coreano, Park Geun-Hye, de 61 anos.

Abe, que tem 58 anos, se tornou primeiro-ministro do Japão em dezembro, pela segunda vez, graças à vitória do seu partido conservador nas eleições. "Pela prosperidade e estabilidade da região, é necessário que nós três construamos um entendimento mútuo", afirmou. "Eu quero dizer que a porta está sempre aberta para a China", completou Abe, que foi premiê antes de 2006-2007.

Porém, mais cedo neste domingo, o premiê pediu aos graduados da Academia de Defesa Nacional que guardem o país contras as "provocações", em uma aparente referência às disputas com Pequim pela soberania da cadeia de ilhas controlada por Tóquio.

Os navios chineses rotineiramente têm circulado as ilhas Senkaku, chamadas de Diaoyu pelos chineses, desde que Tóquio decidiu nacionalizar três das oito ilhotas do arquipélago inabitado, mas rica região de pesca, que fica a 200 quilômetros a nordeste de Taiwan e 400 quilômetros a oeste de Okinawa, no sul do Japão. As informações são da Dow Jones.

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