Japão reforma ministérios para restaurar imagem do governo

Novo governo tem nomes fortes na política para reagir contra crise de popularidade após escândalos

Agência Estado,

01 de agosto de 2008 | 08h57

O primeiro-ministro do Japão, Yasuo Fukuda, anunciou nesta sexta-feira, 1, a composição de seu novo gabinete de governo, misturando parlamentares da velha-guarda com políticos que já ocuparam cargos ministeriais. O objetivo da mudança é restaurar a confiança em sua liderança em meio a uma acentuada crise de popularidade.   A primeira reforma ministerial do governo Fukuda é amplamente vista como uma iniciativa do primeiro-ministro para conquistar apoio da população após os escândalos referentes à perda dos registros de pensões e a supostos pagamentos de suborno dentro do governo. Ainda não se sabe como o público japonês reagirá às novas indicações. Em contrapartida, analistas acreditam que os investidores ficarão desapontados com a reforma.   No setor econômico, Fukuda escolheu representantes importantes do Partido Liberal Democrata (PLD, situação) aparentemente mais concentrados em diminuir os gigantescos déficits do país do que em assegurar um vigoroso crescimento econômico.   "As indicações de Bunmei Ibuki (como ministro das finanças) e Kaoru Yosano (como ministro da economia) deixaram a impressão de que Fukuda decidiu dar mais ênfase à reabilitação fiscal e menos ao crescimento econômico", opinou Tomoyuki Ohta, economista sênior do Instituto de Pesquisa Mizuho.   Numa decisão incomum, no Japão, ele escolheu duas mulheres: Seiko Noda, uma ex-ministra das telecomunicações relativamente popular como ativista em defesa do consumidor; e Kyoko Nakayama, que participou com destaque das tentativas de libertar japoneses capturados pela Coréia do Norte décadas atrás, um assunto bastante delicado para o país.   Alguns ministros importantes, no entanto, foram mantidos. Masahiko Komura continua como chanceler; Nobutaka Machimura, que fez o anúncio oficial da reforma, prossegue na condição de chefe de gabinete; e Yoichi Masuzoe foi mantido como titular da Saúde. As informações são da Dow Jones.

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