Jiji Press/EFE
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Japão retoma caça comercial de baleias oficialmente após 33 anos

Desde 1986, a prática era restrita apenas para fins científicos, mas a carne aparecia nas peixarias da mesma forma

Redação, O Estado de S.Paulo

01 de julho de 2019 | 01h50

Cinco navios pequenos desatracaram nesta segunda-feira na primeira expedição de caça comercial de baleias no Japão em mais de três décadas. Em dezembro, o país asiático decidiu deixar Comissão Internacional das Baleias (IWC, na sigla em inglês) para voltar a praticar a caça comercial do animal. Os japoneses mais nacionalistas consideram a caça de baleias uma importante tradição multissecular.

O Japão alega que poucas espécies de baleia estão ameaçadas de extinção. O movimento de deixar a IWC foi a culminação de anos de campanha da indústria japonesa e do primeiro-ministro Shinzo Abe.

Os navios devem passar a maior parte do verão caçando baleias bicudas de Baird e baleias de Minke. "Este é um dia triste para a proteção às baleias em todo o mundo", afirmou Nicola Beynon, da Humane Society International, uma das maiores organizações do mundo em defesa dos animais. "A palavra 'pesquisa' pode ter sido removida da lateral do navio, finalmente encerrando a charada do Japão em matar baleias sob o disfarce da ciência, mas estas criaturas magníficas ainda serão abatidas sem razão legítima", concluiu Beynon.

Tecnicamente, o país asiático nunca deixou de caçar baleias, já que se aproveitava de uma falha na moratória de 1986 que autoriza a captura dos animais para investigações científicas. Mas a carne das baleias, de um jeito ou de outro, acabava nas peixarias. 

Carnes de baleia formam apenas 0,1% de toda a carne consumida no país anualmente. Com a atual oferta de cerca de 5 mil toneladas, cada cidadão japonês teria acesso a 50 gramas do produto anualmente. Com isso, até mesmo os apoiadores da caça de baleias admitem que resgatar a demanda levará tempo./Reuters

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