Reprodução / Arkadiusz Podniesinski
Reprodução / Arkadiusz Podniesinski

Japão tem dificuldades para lidar com resíduos contaminados por acidente em Fukushima

Mais de 160 mil toneladas de resíduos radioativos ainda permanecem em armazéns temporários distribuídos pelo país

O Estado de S. Paulo

24 de novembro de 2015 | 11h53

TÓQUIO - O Japão ainda armazena em depósitos temporários centenas de milhares de toneladas de resíduos contaminados pela radiação da usina nuclear de Fukushima, após o acidente em 2011, em razão da recusa dos municípios que agora devem se responsabilizar pelo material.

No total, 166 mil toneladas de resíduos radioativos, incluindo cinzas de material incinerado, permanecem em armazéns temporários distribuídos em 12 províncias do país sem que o governo japonês possa transferi-los aos depósitos especialmente construídos para recebê-los, informou nesta terça-feira, 24, o jornal Asahi.

O desastre provocado pelo terremoto e tsunami em 11 de março de 2011 causou a fusão parcial de três reatores de Fukushima, que espalharam substâncias radioativas no nordeste do país.

Após o acidente, o governo aprovou o armazenamento de todo material que estivesse acima de 8 mil becquerels por quilograma de radiação.

Os novos armazéns que devem receber esses materiais estão situados em províncias do leste do país e foram construídos de acordo com as leis para gerenciar os resíduos, aprovadas após o acidente em Fukushima.

No entanto, os municípios onde ficam essas instalações se mostraram firmemente contrários a recebê-los, sob o argumento de que não estão preparados para suportar desastres naturais e que o plano - citado na legislação - para armazenar os resíduos contaminados não especifica prazos nem ações concretas para gerenciamento.

O governo, por sua vez, insistiu que é necessário transferir urgentemente esses resíduos já que os depósitos temporários foram adotados como medida de urgência em 2011 e, em muitos casos, são simples contâineres de plástico.

Os depósitos não têm capacidade para suportar chuvas intensas como as trazidas pelos tufões que costumam passar pelo Japão e os terremotos que regularmente são registrados no país. /EFE

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