Japão tem mais de 230 mil 'desaparecidos' com mais de cem anos

Boa parte deles pode ter morrido na na 2ª Guerra Mundial ou emigrado logo após o conflito.

BBC Brasil, BBC

10 de setembro de 2010 | 18h33

Mais de 230 mil japoneses que teriam mais de cem anos de idade, se vivos, não puderam ser encontrados em um levantamento recente, segundo autoridades do país.

O ministério da Justiça afirmou que 234.354 pessoas registradas como tendo mais de cem anos não foram encontradas nos endereços registrados pelo governo.

O governo diz acreditar que boa parte dos desaparecidos pode ter morrido na Segunda Guerra Mundial ou emigrado logo após o conflito.

Existia uma grande falta de rigor nos registros oficiais naquela época.

Levantamento

Em agosto a imprensa japonesa noticiou a existência de um esquema para fraudar a previdência, com parentes recebendo aposentadorias de idosos já falecidos.

O governo então admitiu não saber ao certo quantos de seus cidadãos com mais de cem anos de idade ainda estariam vivos e anunciou o levantamento.

A contagem feita em fins de agosto revelou que a capital, Tóquio, tem o maior número de centenários desaparecidos, 22.877.

Cada uma das prefeituras de Osaka, Fukuoka, Okinawa e Hyogo tem mais de 10 mil pessoas com mais de cem anos que não puderam ser encontradas.

A lista inclui mais de 77 mil pessoas com mais de 120 anos e 884 que teriam mais de 150 anos.

O ministério da Justiça determinou que as pessoas com mais de 120 anos que não tiverem seus endereços confirmados devem ser consideradas falecidas.

A expectativa de vida no Japão é a maior do mundo, com 86,44 anos para mulheres e 79,59 para homens.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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