Japão vê progresso em esfriamento de reatores nucleares

O Japão restaurou a energia de um reator nuclear danificado neste domingo, correndo para evitar um desastre na usina afetada pelo terremoto e o tsunami que, segundo estimativas, mataram mais de 15 mil pessoas em apenas uma área.

TAIGA URANAKA E YOKO NISHIKAWA, REUTERS

20 de março de 2011 | 14h31

Trezentos engenheiros estão dentro da zona de perigo para tentar salvar os seis reatores da usina de Fukushima, em meio à maior crise nuclear desde Chernobyl, há 25 anos.

"Acho que a situação está melhorando pouco a pouco", disse o vice-secretário de gabinete do Japão, Tetsuro Fukuyama, a jornalistas.

Em uma notável história de sobrevivência, uma mulher de 80 anos e um jovem de 16 anos foram encontrados vivos sob os escombros da cidade devastada de Ishinomaki, nove dias após o terremoto e o consequente tsunami, segundo a TV pública NHK.

Na usina nuclear, trabalhadores enfrentaram os altos níveis de radiação em roupas seladas e conseguiram ligar a energia no reator número dois, algo essencial para a tentativa de esfriá-lo e limitar o vazamento de radiação.

Autoridades da operadora nuclear Tokyo Electric Power Company (Tepco) disseram que os funcionários pretendem recuperar o funcionamento da sala de controle, as luzes e o resfriamento do reator número um, que é conectado ao número dois por um cabo.

Mas casos crescentes de vegetais, terra e água contaminados geram novas preocupações. O governo proibiu a venda de leite vindo da província de Fukushima e de espinafre vindo de outra área vizinha. Outras restrições a alimentos estão sendo consideradas.

Graham Andrew, autoridade sênior da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), disse que pode confirmar que, em algumas áreas perto da usina, foi detectado iodo radioativo em vegetais frescos.

"Houve alguns acontecimentos positivos nas últimas 24 horas, mas, no geral, a situação continua muito séria", disse ele a jornalistas.

Andrew disse, ainda, que a quantidade de radiação não mudou em grandes cidades japonesas e continua abaixo de níveis perigosos.

A polícia acredita que mais de 15 mil pessoas morreram na província de Miyagi, uma das quatro no nordeste do Japão que mais foram destruídas pelo tsunami. No total, mais de 20 mil pessoas estão mortas ou desaparecidas, segundo a polícia.

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