Japão vê progresso no resfriamento de reatores nucleares

O Japão reativou a energia de um reator nuclear com problemas neste domingo em sua corrida para evitar um desastre na planta destruída por um terremoto e um tsunami que, segundo estimativas, matou mais de 15 mil pessoas.

REUTERS

20 de março de 2011 | 09h51

Trezentos engenheiros estão atuando dentro da zona de perigo para salvar os seis reatores da planta de Fukushima na pior crise nuclear do mundo desde o acidente em Chernobyl, na Ucrânia, há 25 anos.

"Eu acho que a situação está melhorando pouco a pouco", disse o vice-secretário do Chefe de Gabinete Tetsuro Fukuyama a jornalistas.

Em uma extraordinária história de sobrevivência, uma mulher de 80 anos e um jovem de 16 anos foram encontrados vivos sob os escombros na devastada cidade de Ishinomaki, nove dias após o terremoto e o tsunami, disse a TV estatal NHK, citando a polícia.

Na usina nuclear, trabalhadores enfrentam altos níveis de radiação para levar energia ao reator número 2, o que é crucial para as tentativas de esfriá-lo e limitar o vazamento da radiação.

Funcionários da Tokyo Electric Power Company (Tepco), empresa que opera a usina, disseram que os trabalhadores tentam restaurar a operação da sala de controle, iluminação e refrigeração do reator 1, que é conectado ao reator 2 por um cabo.

Mas o aumento de casos de contaminação em vegetais, poeira e água aumentaram os temores e o governo disse que vai decidir na segunda-feira sobre a possibilidade de restringir o consumo e a transferência de alimentos da zona do terremoto.

(Por Taiga Uranaka e Yoko Nishikawa)

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