Japonês é condenado à morte após polêmica sobre pena capital

Um homem foi condenado à morte na terçafeira pela corte japonesa por ter matado uma mulher e um bebêaos 18 anos. A sentença foi anunciada depois de um amplo debatepúblico sobre o quão severa deve ser a punição aos jovens. Em 1999, ele estuprou e estrangulou a mulher e matou suafilha de 11 meses de idade. Os japoneses se comoveram depoisque o viúvo pediu a execução do autor do crime. Os condenados no Japão podem ser enforcados se tiverem 18anos ou mais na época do crime, mas a pena de morte é rara paraos criminosos jovens. Lá, todas as pessoas com menos de 20 anos são consideradasmenores de idade. O acusado não teve sua identidade reveladaporque tinha 18 anos e um mês quando cometeu os assassinatos. "Isso não é algo que deva nos deixar feliz. Eu solenementeaceito a decisão da corte", disse o viúvo, Hiroshi Motomura, emuma coletiva de imprensa feita depois do veredicto. Notribunal, ele carregava uma foto da esposa e da filha. "Houve punição, então a família foi compensada de algumaforma, mas os resultados são a morte da minha esposa, da minhafilha e do réu, e isso não é positivo para a sociedade",completou ele. O réu ouviu a sentença calmamente e a aceitou. Seusadvogados recorreram à decisão, segundo a agência de notíciasKyodo. A pena de morte veio depois que a Suprema Corte pediu umsegundo julgamento. A Alta Corte já o havia condenado à prisãoperpétua. O caso suscitou um debate sobre a influência dasvítimas e suas famílias nos julgamentos. O réu havia confessado os crimes mas, posteriormente, negouque tivesse a intenção de matar. Os japoneses contrários à pena de morte temem que emoçõesimpeçam julgamentos justos. Pesquisas de opinião mostram que amaioria da população aprova a pena capital, embora grupos dedefesa dos direitos humanos condenem a prática. O Japão executou quatro pessoas neste mês, totalizando seteas no ano. Em 2007, nove pessoas foram executadas, o númeromais alto desde 1976.

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