Japonês será primeiro líder a reunir-se com Obama

O premiê japonês, Taro Aso, será o primeiro líder estrangeiro a visitar o presidente americano, Barack Obama, na Casa Branca. O convite para o encontro - previsto para terça-feira - foi feito pela secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, durante sua visita a Tóquio e tem como objetivo ressaltar a importância das relações entre americanos e japoneses.Em mais um esforço para mostrar seu apoio ao Japão, Hillary reuniu-se ontem na Embaixada dos EUA em Tóquio com representantes de parentes de pelo menos uma dúzia de japoneses sequestrados pela Coreia do Norte há décadas. Os representantes pediram que Hillary pressione Pyongyang para liberar mais informação sobre seus parentes desaparecidos - um assunto altamente emocional no Japão.O grupo entregou uma carta à secretária de Estado na qual pede que o governo de Obama reconsidere a decisão dos EUA de retirar a Coreia do Norte da lista de países que patrocinam o terrorismo. A concessão foi feita pelo ex-presidente George W. Bush no ano passado como um incentivo para acelerar as negociações referentes ao fim do programa nuclear de Pyongyang. "Os sequestros feitos pela Coreia do Norte são crimes constantes", afirmou a carta. "Estamos convencidos de que muitas vítimas ainda estão vivas e seguem detidas."O governo da Coreia do Norte admitiu ter sequestrado 13 cidadãos japoneses entre as décadas de 70 e 80. Pyongyang libertou cinco dos detidos, mas afirmou que os outros oito tinham morrido. Acredita-se que os sequestrados foram usados para treinar agentes norte-coreanos, ensinando japonês e costumes locais. O Japão questiona os detalhes divulgados pelo regime comunista até o momento e afirma que um número maior de pessoas foi sequestrado.Hillary garantiu que a questão dos japoneses sequestrados no norte continuará sendo parte das negociações com Pyongyang. "Estamos de acordo em que as negociações multilaterais são o marco no qual devemos trabalhar juntos para resolver o conflito norte-coreano e a situação dos sequestrados", afirmou a chanceler americana.

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